Vernissage virtual

Bem-vindos a essa breve amostra de uma fase dos trabalhos de Nenzi Regis. Por ser uma artista empírica que se permite trafegar por vários estilos ao sabor dos seus pincéis leves e rápidos, ela buscou estudar no estilo Barroco vários elementos ao mesmo tempo.  Abarcando cenários da vida rural e delineando cenas simples com viés bucólico e elegante. Um dos desafios do estilo Barroco é criar uma composição bem elaborada sem que os elementos se conflitam entre si, nesse quesito sua obra é precisa, não nos dando azo de pensar em retirar ou colocar algo a mais. No Barroco ela se desafiou e se desabrochou brasileiríssima de paleta quente, com motivos naturais e rústicos.

Ela comentou: eu sou uma artista de plantão. Tudo que eu vejo é um pretexto para pintar. Uma velha roda de madeira largada num quintal, uma pesada mesa debaixo de um pé de jabuticaba depois da chuva, tudo é tão instigante e inspirador que me falta tempo e energia para pintar tudo o que eu gostaria!

Por meio de algum processo insondável, o cérebro humano percebe a beleza. Primeiro, os nossos sentidos transmitem ao cérebro informações sobres sons, odores, cores e formas de objetos que atraem a nossa atenção. Mas a beleza é muito mais do que a soma desses impulsos eletroquímicos, que meramente nos dizem o que ocorre ao nosso redor. Não enxergamos uma árvore, uma flor ou uma ave assim como um animal as enxerga. Ainda que esses objetos talvez não nos ofereçam algum benefício prático imediato, nos dão prazer. Nosso cérebro nos habilita a discernir seu valor estético.Essa capacidade toca as nossas emoções e enriquece a nossa vida. Para muitos, o senso de beleza indica claramente a existência de um Criador amoroso, desejoso de que a sua criação inteligente aprecie as suas obras de arte. Quão lógico e satisfatório é atribuir o nosso senso de beleza a um Criador amoroso! A Bíblia explica que “Deus é amor”, e a essência do amor é partilhar. (1 João 4:8; Atos 20:35) Jeová se deleita em partilhar conosco a sua arte criativa. Se uma obra-prima musical nunca fosse ouvida, ou se uma pintura magnífica nunca fosse vista, a sua beleza seria vã. Cria-se arte ser vista. A arte seria estéril sem expectadores. Não é de admirar que o reconhecimento da beleza natural — e o desejo de imitá-la — seja comum em todas as culturas, dos artistas de caverna aos impressionistas. Milhares de anos atrás, habitantes do norte da Espanha pintaram vívidos retratos de animais nas cavernas de Altamira, na província de Cantábria. Há mais de um século, pintores impressionistas saíram de seus ateliês e tentaram captar a fulgência das cores num campo florido ou os jogos de luzes que incidem sobre a água. Até as criancinhas se empolgam por coisas bonitas. De fato, a maioria delas, quando recebe lápis de cor e papel, gostam de desenhar o que quer que capte a sua imaginação.

Despertai 8 de novembro de 1995

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